Terça-feira, Novembro 30, 2004
Vinís há muitos! #7 e outras histórias...
Well well well... Aren't we busy?
Demasiadas coisas a acontecerem, e por isso menos tempo para o blog...
Na sexta passada, DJing @ pop-up bar, na rua das Janelas Verdes. Alguma gente, mas o fim do mês a fazer-se notar. Comprova-se também que as pessoas, de facto, saiem cada vez mais tarde. O pico de afluência ao pop-up foi às 2.30 da manhã. Às 3.30 tudo se encaminhou para a discoteca de preferência.
De qualquer dos modos, foi uma sessão de electro mais minimal, mais a fugir para o tech do que para o electro, sobretudo no início do set devido à presença das duas últimas aquisições.
Da Eskimo Belgium (editora dos Glimmer Twins), Jean Winner "Alive & Kicking (feat Vergeer)", da King Size Records, os Ignition com "Love is WAR", lado B remistura dos Chicken Lips. São curiosamente semelhantes entre si, estes dois discos. Sintetizadores vibrantes e pouca presença vocal, algo que já é habitual para os Chicken Lips e respectiva preferência pelo dub. Penso mesmo que das melhores referências que tenho das suas edições é a remistura para Headman do poderoso "It rough", editado pela Gomma Records e pela Tiger Sushi.

O lado vocal de "Alive & Kicking (feat Vergeer)" (o A) é menos ácido, compensado isso com um formato mais de canção, e nesse aspecto parece-me bastante interessante. Ainda em estudo...
Ainda a referir o próximo Cumplicidades no Lux com os Soulwax e 2 many dj's... ou vice-versa... ou então como 2 many soulwax's. Seja como for, eles estão de volta, na já quase residência tri-mensal lisboeta da dupla mais falada nos últimos 2 anos e que, pessoalmente, idolatro. São os melhores e não há mais nada a dizer.
Demasiadas coisas a acontecerem, e por isso menos tempo para o blog...
Na sexta passada, DJing @ pop-up bar, na rua das Janelas Verdes. Alguma gente, mas o fim do mês a fazer-se notar. Comprova-se também que as pessoas, de facto, saiem cada vez mais tarde. O pico de afluência ao pop-up foi às 2.30 da manhã. Às 3.30 tudo se encaminhou para a discoteca de preferência.
De qualquer dos modos, foi uma sessão de electro mais minimal, mais a fugir para o tech do que para o electro, sobretudo no início do set devido à presença das duas últimas aquisições.
Da Eskimo Belgium (editora dos Glimmer Twins), Jean Winner "Alive & Kicking (feat Vergeer)", da King Size Records, os Ignition com "Love is WAR", lado B remistura dos Chicken Lips. São curiosamente semelhantes entre si, estes dois discos. Sintetizadores vibrantes e pouca presença vocal, algo que já é habitual para os Chicken Lips e respectiva preferência pelo dub. Penso mesmo que das melhores referências que tenho das suas edições é a remistura para Headman do poderoso "It rough", editado pela Gomma Records e pela Tiger Sushi.
O lado vocal de "Alive & Kicking (feat Vergeer)" (o A) é menos ácido, compensado isso com um formato mais de canção, e nesse aspecto parece-me bastante interessante. Ainda em estudo...
Ainda a referir o próximo Cumplicidades no Lux com os Soulwax e 2 many dj's... ou vice-versa... ou então como 2 many soulwax's. Seja como for, eles estão de volta, na já quase residência tri-mensal lisboeta da dupla mais falada nos últimos 2 anos e que, pessoalmente, idolatro. São os melhores e não há mais nada a dizer.
Quarta-feira, Novembro 24, 2004
Ainda a propósito...
Ainda a propósito de "Destroy Rock & Roll" de Mylo, espreitem a (pouco simática) crítica no Libération sobre o disco.
(obrigado pelo link, mm)
(obrigado pelo link, mm)
"Stop the music and go home!"
Foi mais ou menos desta maneira que acabou a sessão na R. da Boavista no sábado passado. Tocando a níveis histéricos "I believe in Love" da Donna Summers, Sub-woofer a tremer, telhas (era um sotão) a saltarem, não tardou muito para que a Polícia ordenasse o fim das festividades. Sem megafone ou canhões de água, lá dispersaram as pessoas, e os vizinhos puderam finalmente dormir...
Não me lembro de outra vez que tenha passado tantos hits dos anos 80', mas a idade dos presentes assim o favoreceu, tanto que ainda foi tocada a remistura de Ernie Lake para o "We are family" dos Sister Sledge, disco que geralmente não sai de casa, por motivos óbvios...
See?
A citação no título pertence a um dos discos mais emblemáticos dos últimos dez anos, "Homework" dos Daft Punk, nos anos de ouro da house francesa. Hoje em dia as suas produções são pouco interessantes, a fugir para o pimba (excepção feita a Aerodynamite), o que não invalida de todo a qualidade do primeiro disco, que ouvido hoje em dia continua a ser um belo disco. O "Revolution 909", de onde foi tirada a citação do início, mete inveja às produções do inócuo Superdiscount 2...
Há uma entrevista de 97 para ler aqui.
Estranhíssimo que o site oficial se limite a vender os bonecos do filme Interstellar 5555...
Esta semana continuam as sessões de DJing (6ªf no Pop-up bar, nas Janelas Verdes), desta vez sem VJing, apenas por motivos de rotatividade...
Não me lembro de outra vez que tenha passado tantos hits dos anos 80', mas a idade dos presentes assim o favoreceu, tanto que ainda foi tocada a remistura de Ernie Lake para o "We are family" dos Sister Sledge, disco que geralmente não sai de casa, por motivos óbvios...
See?
A citação no título pertence a um dos discos mais emblemáticos dos últimos dez anos, "Homework" dos Daft Punk, nos anos de ouro da house francesa. Hoje em dia as suas produções são pouco interessantes, a fugir para o pimba (excepção feita a Aerodynamite), o que não invalida de todo a qualidade do primeiro disco, que ouvido hoje em dia continua a ser um belo disco. O "Revolution 909", de onde foi tirada a citação do início, mete inveja às produções do inócuo Superdiscount 2...
Há uma entrevista de 97 para ler aqui.
Estranhíssimo que o site oficial se limite a vender os bonecos do filme Interstellar 5555...
Esta semana continuam as sessões de DJing (6ªf no Pop-up bar, nas Janelas Verdes), desta vez sem VJing, apenas por motivos de rotatividade...
Sábado, Novembro 20, 2004
HOJE
Leg Curl + Chest Press
electro-clash-video
@ CREAM
Rua da Boavista, nº84, Lisboa
a partir das 22h
electro-clash-video
@ CREAM
Rua da Boavista, nº84, Lisboa
a partir das 22h
Quinta-feira, Novembro 18, 2004
DJing on RIIST
Hoje à noite, o programa é algo diferente...
Na semana passada o desafio era identificar as três figuras do electro que, de alguma forma, estavam presentes em todas as faixas do set da semana passada. O prémio era uma cópia do set, que neste momento está já a ser enviada para o vencedor. As respostas eram Felix the Housecat, The Hacker e Miss Kittin.
O programa de hoje serve de "homenagem" a esta última. Não é um set só com Miss Kittin, mas sim o set que Miss Kittin tocou no Sonar em 2003. Assim sendo, hoje, excepcionalmente, Miss Kittin DJing on RIIST.
Todas as 5ªs às 23.00h, Manuel Calapez DJing on RIIST
Na semana passada o desafio era identificar as três figuras do electro que, de alguma forma, estavam presentes em todas as faixas do set da semana passada. O prémio era uma cópia do set, que neste momento está já a ser enviada para o vencedor. As respostas eram Felix the Housecat, The Hacker e Miss Kittin.
O programa de hoje serve de "homenagem" a esta última. Não é um set só com Miss Kittin, mas sim o set que Miss Kittin tocou no Sonar em 2003. Assim sendo, hoje, excepcionalmente, Miss Kittin DJing on RIIST.
Todas as 5ªs às 23.00h, Manuel Calapez DJing on RIIST
CD-it! #1
Ainda sobre as aquisições feitas em Londres...
A freeshop de Gatwick tem uma Virgin Store, com os já habituais DVD's, CD's e afins. Surpreendentemente, nos cd's têm uma secção de electrónica.
E foi nessa prateleira que encontrei o CD de Mylo, o jovem americano cujo "Drop the pressure" ("Motherfuckers gonna drop the preeeeeessure....") o lançou para as capas das revistas da especialidade. Além desta faixa, também "Muscle Cars" (na revisão de Freeform Five) deixou marcas, e assim aguardava com ansiedade o lançamento da produção integral, "Destroy Rock & Roll", editado pela Breastfed.
O disco é bom, ouve-se muito bem e está recheado de electro vocal vibrante, contraposto por toques de breakbeat melódico nas primeiras faixas ("Valley of the Dolls" e "Sunworshipper"). A vertente electro dançante inicia-se com o fantástico "Drop the Pressure", prossegue no contagiante "In my arms", aproxima-se do hipnótico em "Paris Four Hundred" e atinge o apogeu electro-funk com a faixa que dá título ao álbum, "Destroy Rock & Roll". É curioso que esta faixa funciona de modo semelhante a musicology de Prince, evocando nomes de vários músicos (de Michael jackson a Pat Bennetar). A faixa do homem-anteriormente-conhecido-como-aquele-símbolo-estranho, começava bem, funky e mexido, mas rapidamente se percebia que a música não se iria desenvolver e que seria igual até ao fim. "Destroy Rock & Roll" é muito diferente, nunca caíndo na repetição monótona, com picos de energia, seguidos de períodos mais lentos de preparação para novo pico, deixando o ouvinte sempre em bicos de pés!
No disco notam-se ainda aproximações ao micro-sampling característico de Akufen e Herbert em "Rikki" - muito bem construído, cheio de variações aos samples utilizados- e um toque de New Wave em "Guilty of Love" e "Ottos Journey".
Quanto a "Muscle Cars", a versão original é menos efusiva que a remistura que referi no início, mas não deixa de ser uma boa faixa, bem enquadrada com o resto do disco. Presente também uma Reform(a) a "Muscle Cars", reinterpretação que se situa entre a versão original e a remistura fulgrante de Freeform Five.
O disco acaba numa merecida desaceleração com "Need you tonite" e "Emotion 98.6". Ponham o disco em repeat e nem se apercebem que o disco recomeçou e vai já na faixa 3. Muito bom.
Disco muito bem construído, com princípio, meio e fim, numa viagem pelo universo dos sons que rodeiam Mylo.
Aqui é possível ouvir as primeiras quatro faixas do disco e existe um set de Mylo que pode ser ouvido aqui.
Go get it! Yeah!
A freeshop de Gatwick tem uma Virgin Store, com os já habituais DVD's, CD's e afins. Surpreendentemente, nos cd's têm uma secção de electrónica.
E foi nessa prateleira que encontrei o CD de Mylo, o jovem americano cujo "Drop the pressure" ("Motherfuckers gonna drop the preeeeeessure....") o lançou para as capas das revistas da especialidade. Além desta faixa, também "Muscle Cars" (na revisão de Freeform Five) deixou marcas, e assim aguardava com ansiedade o lançamento da produção integral, "Destroy Rock & Roll", editado pela Breastfed.
O disco é bom, ouve-se muito bem e está recheado de electro vocal vibrante, contraposto por toques de breakbeat melódico nas primeiras faixas ("Valley of the Dolls" e "Sunworshipper"). A vertente electro dançante inicia-se com o fantástico "Drop the Pressure", prossegue no contagiante "In my arms", aproxima-se do hipnótico em "Paris Four Hundred" e atinge o apogeu electro-funk com a faixa que dá título ao álbum, "Destroy Rock & Roll". É curioso que esta faixa funciona de modo semelhante a musicology de Prince, evocando nomes de vários músicos (de Michael jackson a Pat Bennetar). A faixa do homem-anteriormente-conhecido-como-aquele-símbolo-estranho, começava bem, funky e mexido, mas rapidamente se percebia que a música não se iria desenvolver e que seria igual até ao fim. "Destroy Rock & Roll" é muito diferente, nunca caíndo na repetição monótona, com picos de energia, seguidos de períodos mais lentos de preparação para novo pico, deixando o ouvinte sempre em bicos de pés!
No disco notam-se ainda aproximações ao micro-sampling característico de Akufen e Herbert em "Rikki" - muito bem construído, cheio de variações aos samples utilizados- e um toque de New Wave em "Guilty of Love" e "Ottos Journey".
Quanto a "Muscle Cars", a versão original é menos efusiva que a remistura que referi no início, mas não deixa de ser uma boa faixa, bem enquadrada com o resto do disco. Presente também uma Reform(a) a "Muscle Cars", reinterpretação que se situa entre a versão original e a remistura fulgrante de Freeform Five.
O disco acaba numa merecida desaceleração com "Need you tonite" e "Emotion 98.6". Ponham o disco em repeat e nem se apercebem que o disco recomeçou e vai já na faixa 3. Muito bom.
Disco muito bem construído, com princípio, meio e fim, numa viagem pelo universo dos sons que rodeiam Mylo.
Aqui é possível ouvir as primeiras quatro faixas do disco e existe um set de Mylo que pode ser ouvido aqui.
Go get it! Yeah!
Segunda-feira, Novembro 15, 2004
Vinis há muitos #5, #6,...
Ausente em terras britânicas desde 5ª feira, retorno com várias novidades vinílicas.
Londres é uma terra maravilhosa para electro-freaks, techno-lovers e fanatic-diggers. Está lá tudo. Desde as bootlegs mais manhosas até aos 2ª mão dos Earth,Wind and Fire (pensei em trazer um desses clássicos para estes, mas o electro deixou-me sem fundos...).
Sendo assim, passagem obrigatória pela Phonica (na Poland Street) e pela Rough Trade em Neal's Yeard, Convent Garden.
A Phonica começa por ter boa decoração, o que não é essencial para uma loja de discos, mas sofás grandes e cadeiras retro são de extrema utilidade se se for acompnahado por amigos/namoradas que por essa altura estarão já chateados até à medula... A Rough Trade é de facto mais... rough... É uma cave (o andar de cima é uma loja de skates), cheia de discos por todo o lado. E que mais se pode pedir???
Pérolas:
Miss Kittin - Requiem for a hit
EP cheio de energia! Miss kittin afasta-se da tradicional voz arrastada, num registo mais próximo do hip-hop ("I beat that bitch with a hit, I beat, I beat, I beat...") do que de facto do electro. O original, por si, já é bastante bom, mas as remisturas não ficam atrás, sobretudo a versão "Requiem for a Buzz", com maior ênfase na voz de Lawrence Williams e a remistura de Abe Duque a piscar o olho ao big beat, já bem dentro das 138bpm.
A remistura GE.GM é muito diferente. Electro com toques de rave, como se se tratasse de uma remistura de Tiga (ver Alex Kid, "Come with me", Tiga mix) ou de James Murphy (ver LCD Soundsystem "YEAH!", Stupid mix). Não é explosiva mas mantém o ritmo elevado, com alguns dos apontamentos vocais do original. Boa alternativa ao original!
Chelonis R. Jones - I Don't Know?
A DJ mag diz: "Chelonis adds a different flavour to Get Physical to balance out their cold electroism with a softer, vocal side. As a poet/novelist/painter Yank expat, his lyrics have got something to say, but 'I Don't Know' also has some tough electronic production to balance out his sweet vocals. On the flipside 'The Rush' is a much harsher -abrasive even- tech houser that snaps in its aptly titled 'Sex With Machines Mix' and throbs in it's minimal 'Raw Dub'. A very unusual collection for one producer".
Este "The Rush (sex with machines mix)" estava creditado aos Blackstrobe noutro site, mas a produção parece mais ser dos M.A.N.D.Y..
Check it out!
I Don't know?, The Rush (Sex with machines mix), The Rush (Raw Dub)
Kellis - "Trick me" (Tiefschwarz mix)
Estranhíssimo este white label. Uma remistura do êxito de Kellis pelo duo dinâmico Tiefschwarz. carregado de sintetizadores e de vocoders, muito sombrio. Uma transformação tal que apenas algumas das notas vocais evocam o original. Pujante e muito acelerado, a fazer lembrar a remistura que fizeram para "Mickey Mouse Muthafuckers" de Mocky. Hipnótico, no mínimo...
Estranho ser uma white label, mas é provável que tenha sido um exercício de puro divertimento para a dupla. Não incluem o original nem outras misturas. Editaram apenas a sua remistura, porque sim.
O City16 também acha estranho, e por isso "Not sure whether this booty is the result of a rejected mix getting a well-deserved vinyl outing, or whether the Tiefschwarz brothers knocked it out off their own bat, either way, its another supreme slice of state-of-the-art electro house, sleekly executed with snippets of Kelis appearing at funny angles throughout, and an intense, epic arrangement guaranteeing across the board support once again."
Ouçam-no aqui.
Mais pérolas no próximo post...
Londres é uma terra maravilhosa para electro-freaks, techno-lovers e fanatic-diggers. Está lá tudo. Desde as bootlegs mais manhosas até aos 2ª mão dos Earth,Wind and Fire (pensei em trazer um desses clássicos para estes, mas o electro deixou-me sem fundos...).
Sendo assim, passagem obrigatória pela Phonica (na Poland Street) e pela Rough Trade em Neal's Yeard, Convent Garden.
A Phonica começa por ter boa decoração, o que não é essencial para uma loja de discos, mas sofás grandes e cadeiras retro são de extrema utilidade se se for acompnahado por amigos/namoradas que por essa altura estarão já chateados até à medula... A Rough Trade é de facto mais... rough... É uma cave (o andar de cima é uma loja de skates), cheia de discos por todo o lado. E que mais se pode pedir???
Pérolas:
Miss Kittin - Requiem for a hit
EP cheio de energia! Miss kittin afasta-se da tradicional voz arrastada, num registo mais próximo do hip-hop ("I beat that bitch with a hit, I beat, I beat, I beat...") do que de facto do electro. O original, por si, já é bastante bom, mas as remisturas não ficam atrás, sobretudo a versão "Requiem for a Buzz", com maior ênfase na voz de Lawrence Williams e a remistura de Abe Duque a piscar o olho ao big beat, já bem dentro das 138bpm.
A remistura GE.GM é muito diferente. Electro com toques de rave, como se se tratasse de uma remistura de Tiga (ver Alex Kid, "Come with me", Tiga mix) ou de James Murphy (ver LCD Soundsystem "YEAH!", Stupid mix). Não é explosiva mas mantém o ritmo elevado, com alguns dos apontamentos vocais do original. Boa alternativa ao original!
Chelonis R. Jones - I Don't Know?
A DJ mag diz: "Chelonis adds a different flavour to Get Physical to balance out their cold electroism with a softer, vocal side. As a poet/novelist/painter Yank expat, his lyrics have got something to say, but 'I Don't Know' also has some tough electronic production to balance out his sweet vocals. On the flipside 'The Rush' is a much harsher -abrasive even- tech houser that snaps in its aptly titled 'Sex With Machines Mix' and throbs in it's minimal 'Raw Dub'. A very unusual collection for one producer".
Este "The Rush (sex with machines mix)" estava creditado aos Blackstrobe noutro site, mas a produção parece mais ser dos M.A.N.D.Y..
Check it out!
I Don't know?, The Rush (Sex with machines mix), The Rush (Raw Dub)
Kellis - "Trick me" (Tiefschwarz mix)
Estranhíssimo este white label. Uma remistura do êxito de Kellis pelo duo dinâmico Tiefschwarz. carregado de sintetizadores e de vocoders, muito sombrio. Uma transformação tal que apenas algumas das notas vocais evocam o original. Pujante e muito acelerado, a fazer lembrar a remistura que fizeram para "Mickey Mouse Muthafuckers" de Mocky. Hipnótico, no mínimo...
Estranho ser uma white label, mas é provável que tenha sido um exercício de puro divertimento para a dupla. Não incluem o original nem outras misturas. Editaram apenas a sua remistura, porque sim.
O City16 também acha estranho, e por isso "Not sure whether this booty is the result of a rejected mix getting a well-deserved vinyl outing, or whether the Tiefschwarz brothers knocked it out off their own bat, either way, its another supreme slice of state-of-the-art electro house, sleekly executed with snippets of Kelis appearing at funny angles throughout, and an intense, epic arrangement guaranteeing across the board support once again."
Ouçam-no aqui.
Mais pérolas no próximo post...
Quarta-feira, Novembro 10, 2004
Vinís há muitos! #4
Já aqui foi referido antes... Who cares about mp3?!
Acabado de chegar da Alemanha, o viníl dos Freaks "The creeps". É da Gigolo Records e foi primeiro editado em 2003.
A remistura de Steve Bug já a tinha a uns miseráveis 128kps, e a aquisição do original acaba por ser uma mais valia, pois a diferença nos baixos é muito clara! Sobretudo porque esta é uma faixa que depende da vibrante linha de baixo, sem a qual se torna algo banal.
A mistura original é bastante mais negra, dando ênfase ao registo vocal, mais falado/gritado do que melódicamente cantado. A mesma linha de baixo está lá, mas não tem a importância fulcral que possui na remistura. Ouvindo com alguma atenção a letra, percebe-se que há alguma aproximação a "Thriller", uma mulher que estava acompanhada por um homem. Tudo parecia estar a correr bem, ela adormece. Quando acorda não o vê, não encontra os sapatos nem a roupa. Outras coisas do quarto também não estão lá. Levanta-se, procura-o, vai até à cozinha e encontra a porta do frigorífico aberta. Chama a polícia, descreve-o como parecendo muito pálido como se tivesse vivido debaixo de terra e que a última vez que ela o tinha visto ele não tinha sapatos. "CREEPS, you're giving me the, CREEPS".
Para quem se lembra da polémica gerada à volta da capa de "Abbey Road" dos Beatles a referência à falta de sapatos é óbvia...
Creeps!
Acabado de chegar da Alemanha, o viníl dos Freaks "The creeps". É da Gigolo Records e foi primeiro editado em 2003.
A remistura de Steve Bug já a tinha a uns miseráveis 128kps, e a aquisição do original acaba por ser uma mais valia, pois a diferença nos baixos é muito clara! Sobretudo porque esta é uma faixa que depende da vibrante linha de baixo, sem a qual se torna algo banal.
A mistura original é bastante mais negra, dando ênfase ao registo vocal, mais falado/gritado do que melódicamente cantado. A mesma linha de baixo está lá, mas não tem a importância fulcral que possui na remistura. Ouvindo com alguma atenção a letra, percebe-se que há alguma aproximação a "Thriller", uma mulher que estava acompanhada por um homem. Tudo parecia estar a correr bem, ela adormece. Quando acorda não o vê, não encontra os sapatos nem a roupa. Outras coisas do quarto também não estão lá. Levanta-se, procura-o, vai até à cozinha e encontra a porta do frigorífico aberta. Chama a polícia, descreve-o como parecendo muito pálido como se tivesse vivido debaixo de terra e que a última vez que ela o tinha visto ele não tinha sapatos. "CREEPS, you're giving me the, CREEPS".
Para quem se lembra da polémica gerada à volta da capa de "Abbey Road" dos Beatles a referência à falta de sapatos é óbvia...
Creeps!
DJing on RIIST
Amanhã às 23.00h, novo dj set transmitido via internet.
Esta semana o set incide sobre três elementos que estão no pelotão da frente do electro desde que este foi recuperado há quase quatro anos. Destes três, apenas um não lançou um disco em nome próprio, sendo que os discos dos outros dois foram bastante bem recebidos.
O desafio desta semana passa precisamente por identificar estas três figuras. Dois deles serão mais óbvios, o outro é menos simples... O vencedor ganha uma cópia do set!
Respostas para manuelcalapez@netcabo.pt
Todas as 5ªs às 23.00h, Manuel Calapez Djing on RIIST.
Esta semana o set incide sobre três elementos que estão no pelotão da frente do electro desde que este foi recuperado há quase quatro anos. Destes três, apenas um não lançou um disco em nome próprio, sendo que os discos dos outros dois foram bastante bem recebidos.
O desafio desta semana passa precisamente por identificar estas três figuras. Dois deles serão mais óbvios, o outro é menos simples... O vencedor ganha uma cópia do set!
Respostas para manuelcalapez@netcabo.pt
Todas as 5ªs às 23.00h, Manuel Calapez Djing on RIIST.
Segunda-feira, Novembro 08, 2004
A noite é quando o Homem quiser...
A noite lisboeta é um paradoxo.
Os semanalmente frequentadores de Bairro Alto e Lux já deverão ter notado que a) o bairro, e particularmente a esquina do Clube da Esquina, está cada vez mais insuportavelmente cheio de gente e, b) a "noite" começa cada vez mais tarde!
Corre o mês de Novembro e nas ruas paralelas do Bairro aglomeram-se multidões intrasponíveis! O que se passa nem é um protesto contra os bares, não se opta por estar na rua. Está-se na rua porque os bares estão cheios e sobre-aquecidos (ar-concionados regulados para "Novembro"...). Há algo de masoquista em estar das 11.30 às 3 da manhã de pé, entornando progressivamente a bebida em copo de (argghh...) plástico cada vez que um grupo de aventureiros tenta subir a rua.
Já farto, sugere-se ir ao lux. Resposta, "Já? Mas ainda são 3 da manhã!?!". Aparentemente, a mudança da hora não ocorreu para o relógio biológico vamos-lá-então-começar-a-sério-a-noite. Tenho a noção de que há três meses ia-se para o Lux (ou outra discoteca à escolha) pelas 2 da manhã. Tendo mudado a hora, 2 da manhã de há três meses, seriam 2 da manhã de hoje. Erro crasso. Como se trata de um relógio biológico, 2 da manhã de há três meses são na realidade 3 da manhã de hoje. Provas? Nas últimas três semanas o bairro não esvazia antes das 3 da manhã e formam-se filas na discoteca de Sta. Apolónia a partir das 4.30.
A música que tem passado no bar da referida discoteca também está sincronizada com o relógio biológico e consequentemente, a música é lenta, de início de noite. Há três meses dançava-se furiosamente, hoje não só não se dança, como de facto existe a tendência clara, claríssima, de arrastar os pés! Apesar disto, nunca tanta gente entrou no Lux, nem nunca o parque automóvel esteve tão cheio.
Resta saber o que acontecerá quando, e se, começar a ficar frio...
Os semanalmente frequentadores de Bairro Alto e Lux já deverão ter notado que a) o bairro, e particularmente a esquina do Clube da Esquina, está cada vez mais insuportavelmente cheio de gente e, b) a "noite" começa cada vez mais tarde!
Corre o mês de Novembro e nas ruas paralelas do Bairro aglomeram-se multidões intrasponíveis! O que se passa nem é um protesto contra os bares, não se opta por estar na rua. Está-se na rua porque os bares estão cheios e sobre-aquecidos (ar-concionados regulados para "Novembro"...). Há algo de masoquista em estar das 11.30 às 3 da manhã de pé, entornando progressivamente a bebida em copo de (argghh...) plástico cada vez que um grupo de aventureiros tenta subir a rua.
Já farto, sugere-se ir ao lux. Resposta, "Já? Mas ainda são 3 da manhã!?!". Aparentemente, a mudança da hora não ocorreu para o relógio biológico vamos-lá-então-começar-a-sério-a-noite. Tenho a noção de que há três meses ia-se para o Lux (ou outra discoteca à escolha) pelas 2 da manhã. Tendo mudado a hora, 2 da manhã de há três meses, seriam 2 da manhã de hoje. Erro crasso. Como se trata de um relógio biológico, 2 da manhã de há três meses são na realidade 3 da manhã de hoje. Provas? Nas últimas três semanas o bairro não esvazia antes das 3 da manhã e formam-se filas na discoteca de Sta. Apolónia a partir das 4.30.
A música que tem passado no bar da referida discoteca também está sincronizada com o relógio biológico e consequentemente, a música é lenta, de início de noite. Há três meses dançava-se furiosamente, hoje não só não se dança, como de facto existe a tendência clara, claríssima, de arrastar os pés! Apesar disto, nunca tanta gente entrou no Lux, nem nunca o parque automóvel esteve tão cheio.
Resta saber o que acontecerá quando, e se, começar a ficar frio...
Sexta-feira, Novembro 05, 2004
And we're back...
Depois de alguns dias sem conseguir aceder ao Blog (mais alguém sentiu o crash no Blogger?), de volta com algumas novidades.
Primeiro, para os menos atentos, decorre neste momento em Lisboa a 5ª edição do Número Festival, que este ano traz entre outros, o guro do electro Trevor Jackson (Playgroup, anyone?) e a fabulosa Dani Sicilianno (hoje no Lux), Output e !K7 em força.

Quanto à colheita nacional, destacam-se os Bullet de Armando Teixeira e os Micro Audio Waves. Entrevistei estes últimos para a RIIST e tiveram a boa onda de nos darem o seu último cd ("No Waves"), entrevista que passará na RIIST na próxima 6ªfeira, e que será depois publicada aqui.
Depois, ida à Flur e, consequentemente, "vinís há muitos#3"
Aquisição dos vinílicos de Mylo "Drop the Pressure" e de Rex the dog "Prototype" que já tinha a 128 kps. Who cares about mp3 anyway?!?
Aquisição também da nova produção dos M.A.N.D.Y., "Naomi", faixa que demonstra a progressão da dupla alemã no mundo dos loops e samples, recorrendo de modo minimal às vozes, mas sempre sem serem enfadonhos. Isto porque não se trata de ir acumulando layers após layers de loops, mas sim pelas variações frequentes destes.
O lado B tem uma remistura dub, com baixos mais profundos. Bom. Gostei.
Nota final para o DVD da Ninja Tunes, com videoclips "mais estranhos e invulgares" da editora. Desde os Herbalizer até Mr. Scruff, estão lá todos. Os melhores acabam por ser os dos Hextactic, que antes de serem DJ's eram VJ's... A edição deste DVD já tem quase um ano, mas os clips são bastante actuais.
Mantenham um olho nas novas edições de Joakim, há coisas novas a sair e o alemão não pára de surpreender.
Primeiro, para os menos atentos, decorre neste momento em Lisboa a 5ª edição do Número Festival, que este ano traz entre outros, o guro do electro Trevor Jackson (Playgroup, anyone?) e a fabulosa Dani Sicilianno (hoje no Lux), Output e !K7 em força.

Quanto à colheita nacional, destacam-se os Bullet de Armando Teixeira e os Micro Audio Waves. Entrevistei estes últimos para a RIIST e tiveram a boa onda de nos darem o seu último cd ("No Waves"), entrevista que passará na RIIST na próxima 6ªfeira, e que será depois publicada aqui.
Depois, ida à Flur e, consequentemente, "vinís há muitos#3"
Aquisição dos vinílicos de Mylo "Drop the Pressure" e de Rex the dog "Prototype" que já tinha a 128 kps. Who cares about mp3 anyway?!?
Aquisição também da nova produção dos M.A.N.D.Y., "Naomi", faixa que demonstra a progressão da dupla alemã no mundo dos loops e samples, recorrendo de modo minimal às vozes, mas sempre sem serem enfadonhos. Isto porque não se trata de ir acumulando layers após layers de loops, mas sim pelas variações frequentes destes.
O lado B tem uma remistura dub, com baixos mais profundos. Bom. Gostei.
Nota final para o DVD da Ninja Tunes, com videoclips "mais estranhos e invulgares" da editora. Desde os Herbalizer até Mr. Scruff, estão lá todos. Os melhores acabam por ser os dos Hextactic, que antes de serem DJ's eram VJ's... A edição deste DVD já tem quase um ano, mas os clips são bastante actuais.
Mantenham um olho nas novas edições de Joakim, há coisas novas a sair e o alemão não pára de surpreender.
Terça-feira, Novembro 02, 2004
1-Uik Project @ Fake
Foi na Fake, loja de roupa no Bairro Alto, que os 1-Uik Project de Lil' John e Kalaf deram o seu concerto no domingo passado. A opção por este espaço teve pontos a favor e contra. A favor, claramente, a capacidade do espaço, capaz de suportar muito mais pessoas que o pop-up bar, onde habitualmente se realizam estes eventos da Matahari. Por outro lado, a distância entre a banda e o bar fez com que muitas pessoas se mantivessem longe do palco. Aliás, foi precisamente este factor que condicionou em grande parte o concerto. Vários foram os apelos para que as pessoas se aproximassem e interagissem mais com a música tocada. Parece-me, no entanto, que os apelos foram feitos da maneira errada. Não é com "SSHHHHHHHH"'s às pessoas que falavam junto ao bar, nem com "Isto nem nas matinés..." que se atraiem mais pessoas, pelo contrário, o resultado disto foi "arrefecer" a parte do público que estava mais interessada no espectáculo.
Depois de ter visto a suberba exibição de Mocky, e o modo como conseguiu ganhar um público muito mais frio, foi algo difícil observar alguma falta de sensibilidade/garra da parte da banda nacional na tentativa de virar o púiblico a seu favor.
Em termos musicais propriamente ditos, os 1-Uik project são bastante bons. Existe groove suficiente para que o corpo reaja e comece a dançar, sobretudo devido às intervenções de um inacreditável baixista (o elemento mais activo da banda) e do baterista (Riot). A voz de Kalaf vai bastante bem. As programações estão bem também mas daria mais gozo que parte dos loops utilizados fossem tocados no momento, assumindo-se o risco de se tocar ao vivo em vez de se recorrer à sequência pré-gravada. Parece existir segurança a mais na banda...
Melo-D é o convidado especial deste projecto, participando em três faixas. A sua capacidade vocal faz subir a qualidade do som, não só pelo tom melodioso que lhe é característico, mas também pela cumplicidade que tem com Kalaf, dando maior liberdade à banda e tornando o som mais cheio e harmonioso. Acaba por ser a entidade que equilibra este conjunto.
Bottom Line: Bom concerto electro-DnB-Hip-Hop com alguns momentos altos.

Depois de ter visto a suberba exibição de Mocky, e o modo como conseguiu ganhar um público muito mais frio, foi algo difícil observar alguma falta de sensibilidade/garra da parte da banda nacional na tentativa de virar o púiblico a seu favor.
Em termos musicais propriamente ditos, os 1-Uik project são bastante bons. Existe groove suficiente para que o corpo reaja e comece a dançar, sobretudo devido às intervenções de um inacreditável baixista (o elemento mais activo da banda) e do baterista (Riot). A voz de Kalaf vai bastante bem. As programações estão bem também mas daria mais gozo que parte dos loops utilizados fossem tocados no momento, assumindo-se o risco de se tocar ao vivo em vez de se recorrer à sequência pré-gravada. Parece existir segurança a mais na banda...
Melo-D é o convidado especial deste projecto, participando em três faixas. A sua capacidade vocal faz subir a qualidade do som, não só pelo tom melodioso que lhe é característico, mas também pela cumplicidade que tem com Kalaf, dando maior liberdade à banda e tornando o som mais cheio e harmonioso. Acaba por ser a entidade que equilibra este conjunto.
Bottom Line: Bom concerto electro-DnB-Hip-Hop com alguns momentos altos.
