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Terça-feira, Agosto 31, 2004

 

Lalo + Herbie

Hoje revi em dvd um dos grandes filmes do cinema, o extarordinário Blow-up de Antonioni. Filmagem impecável, enquadramentos divertidos. O filme é também pautado por vários minutos em que não há música de fundo. Nada distrai o espectador da imagem (e respectivas ampliações).



No entanto, quando de facto há música, ela é muito boa. A banda sonora é do Herbie Hancock, e é ritmada e ambiental ao mesmo tempo, num easy-listening+lounge/groovy que acompanha as tensões do filme.

Herbie Hancock ao nível de um Lalo Schifrin.

Não esquecer que Herbie ainda mexe hoje em dia, fazendo discos cujas faixas são escolhidas para compilações (por exemplo, "The soul of science", escolhas de Kirk Degiorgio).

That's saying a lot.

Segunda-feira, Agosto 30, 2004

 

Domingos

Ontem houve domingo em dose dupla.
Primeiro, no sempre simpático bar das imagens, bem no coração da costa do castelo, bebericando um mazagran* enquanto o sol caía por detrás da cidade. Aos comandos da mesa de mistura e dos leitores de cd Stanton (sem jog...), o Pedro conduziu a esplanada ao fim de tarde recostado nas cadeiras.

*receita:
-ingredientes: Café, açúcar, sumo de limão, limão e água.
-Preparação: Deite uma chávena de café num copo alto, junte 1 colherde sobremesa de sumo de limão e 2colheres de sopa de açúcar. Mexa e adicione uma colher de limão, água e gelo de modo a encher o copo.

Depois, passagem nocturna pelo teatro Taborda, muito agradável mas os únicos apontamentos de electro referem-se às luzes da cidade na belíssima vista panorâmica do bar.



Sábado, Agosto 28, 2004

 

Lalo (faz um) Schifrin (infernal!)

Retornado de férias, depois de uns longos 10 (dez) dias sem internet, li os blogs regulares e cruzei-me com um post sobre as aquisições em terras francófonas do o som e a fúria. Entre as quais invejo particularmente a banda sonora do Enter the dragon, mítico filme de Bruce Lee.



A banda sonora é composta pelo extraordinário argentino, Lalo Schifrin, que lançou, de facto, as bases para o já extinto lounge e downtempo. Ouve-se a banda sonora do Bullit (Steve McQueen Yeah Yeah Yeah!), e nota-se que o que foi feito depois musicalmente (leia-se thievery corporation e amigos...) é apenas uma actualização electrónica, a estrutura é igual.



Não é por acaso que o Nicola Conte acaba de lançar um disco de jazz para a Blue Note, e não um disco de "ambientes electrónicos" (yuk). Smart man.

Numa nota mais populista, não esquecer que o Lalo Schifrin é o compositor do famosérrimo-até-enjoa-como-toque-de-telemóvel tema da missão impossível!

Existe uma homenagem a Lalo no belíssimo, mas já com uns anitos, disco do Llorca ("Lalo caught me dancing" é o tema), em que sampla vários bocados de temas de Lalo. É bastante boa a faixa.

A lista de filmes/séries tv em que trabalhou é de uma extensão incrível.

Segunda-feira, Agosto 23, 2004

 

SAAAAAMBA!

Há cerca de sete ou oito escolas de samba em Sesimbra...
Sesimbra é uma vila.



Terça-feira, Agosto 17, 2004

 

Physical, let's get physical!

As foleiradas dos anos 80 continuam a sua perseguição. Felizmente, nem todas as perseguições são más. "Get Physical" não se refere ao abominável hit de Olivia Newton John,

("I'm saying all the things that I know you'll like, 
Makin' good conversation
I gotta handle you just right, 
You know what I mean
I took you to an intimate restaurant,
Then to a suggestive movie
There's nothin' left to talk about, 
Unless it's horizontally

Let's get physical, physical, 
I wanna get physical, let's get into physical
Let me hear your body talk,
Your body talk, let me hear your body talk")

mas sim da compilação dos M.A.N.D.Y. para a edição do 2º aniversário da Get Physical Music. Devo dizer que se ouve muito bem.
Alguns temas de difícil acesso no nosso mercado (e também via peer-to-peer...) como "don't stop" dos próprios M.A.N.D.Y., mas referência também para três faixas de DJ T. ("Philly", "Freemind" e "Phantomas"). Existe ainda uma remistura do duo dinâmico Tiefschwarz para M.A.N.D.Y. & the Sunset People, muito ao estilo da versão orignal de "ghostrack" (e não da remistura dos Black Strobe), ou seja, ambiental e sombrio.

Mais ainda, as faixas de Chelonis R. Jones são bestiais.



São 19 faixas plenas de linhas de baixo e vozes sensuais. Para mim, o electro passa muito por estas permissas.
Gosto.

Segunda-feira, Agosto 16, 2004

 

Lounging again

Gosto da onda do lounge. Curiosidade notada pelo Corpoveloz : o papel de parede do Lounge é francamente parecido com o fundo de uma fotografia dos 2 many dj's...



Alguma gente, mas as férias de verão não perdoam. Boa escolha musical, destaque para "Just can't get enough" dos Depeche Mode, num ambiente descontraído e veraneante.



Domingo, Agosto 15, 2004

 

De volta a Lisboa (II)

Depois de uma saída relâmpago de Lisboa, estou de volta. 5 dias mais tarde...
Passagem pelo Grande Hotel do Luso e respectiva piscina olímpica, numa celebração clara dos eventos decorrentes em Atenas.


+

=
ZZZZzzZZZzZzzZzzzzz

Depois, visita flash à "terra" onde comi o célebre maranho, acompanhado do bucho. Só para "locais". A imagem pode ser demasiado explícita para os mais fracos de estômago (pois é disso que se trata...).


Sábado, Agosto 07, 2004

 

Não há electro que resista à praia.

Não há electro que resista à praia. A areia risca o vivil. O som do mar é um loop natural para o ritmo do verão.


Sexta-feira, Agosto 06, 2004

 

A Noite está de férias em Lisboa.

Não está muita gente em Lisboa. Ontem à noite o Bairro estava com alguma gente, mas longe das habituais enchentes no cruzamento do Clube da Esquina. Também alguma gente junto ao Suave.

Porto seguinte, Lux. Dexter nos comandos num registo electro de bom ambiente mas com poucos registos vocais, que aparentremente são o que de facto gosto hoje em dia. Como não estava gente suficiente, o andar de baixo não abriu, e Nelson Flip assumiu o controlo da mesa de mistura. Num set que estava preparado para o andar de baixo, subiu as bpm's e o volume de som. Esteve bem, mas também foi favorecido pela entrada tardia de pessoas (eram já 3 e alguma coisa da manhã).

Referência ainda para os vídeos dos Video House Stars, confrontando imagens de filmes e videoclips antigos (desde a Mary Poppins ao Mick Jagger) com doses elevadas de psicadelismo cromático.

Em suma, noite de férias em Lisboa,..

Quinta-feira, Agosto 05, 2004

 

Vinís ha muitos! #1

Nova ida à Flur. Nova pérola!
"Never be alone", Justice vs Simian + remistura de Hell na face B.
Sendo uma remistura do Hell, esperava-se uma faixa de electro pesado, a roçar o tecno. Nada disso. Um muito bem disposto electro com uma linha de baixo vinda directamente dos anos 70, princípio dos 80.
O refrão fica na cabeça e não sai: "Because we are your friends, you'll never be alone again! Come on!".



Faixa inicialmente concebida para um concurso, que Justice e Simian acabaram por perder, mas que deu nas vistas tendo a Gigolo Records pegado neles. Resultado = Summer hit!

Hell tocou este disco aquando da sua Euro-residência no Lux em Julho.

Quarta-feira, Agosto 04, 2004

 

Lounging

Ontem à noite passei pelo Lounge. Ambiente muito composto, música algo estranha...
Esperava encontrar os ambientes eléctricos habituais mas à entrada sou imediatamente confrontado com esse hit de gerações, "O Calhambeque", do mítico Roberto Carlos (hoje em dia lateral esquerdo do Real Madrid, fez bem em mudar de carreira...). Apesar do choque entrei. Não sei quem estava aos comandos dos gira-discos, mas durante uma hora fiquei a ouvir (mais foleirada, menos foleirada...) um set que se enquadrava no espírito Thievery Corporation.

Para mim, Thievery Corp. acabaram. Ficaram presos à "babilónia" e aos sons de "elevador", que apesar de terem sido importantes há ca. de 5 anos, hoje em dia são pesados e chatos. Eric Hilton e Rob Garza deviam ter seguido caminhos diferentes como Kruder e Dorfmeister que se apreceberam quando a fórmula se tinha esgotado.



Outros que não se aperceberam quando parar foram Rainer Truby e os Fauna Flash (vulgo Truby Trio), que fazem a mesma música monótona e compassada desde 1998. Vi-os no lux por volta dessa altura, no andar de baixo, onde se exige batidas e suor, não passaram dos ambientes paisagistas. Vi os Thievery Corporation no andar de cima do lux há cerca de dois anos. Ambiente igual. Pouco musculado. Nem me vou dar ao trabalho de ouvir o disco novo. Para decepção bastou o último deles.



Já não há pachorra para a tropicália remisturada.

Terça-feira, Agosto 03, 2004

 

La Rock!

Passeio-me pelos discos da Flur (junto à Bica do Sapato) e inesperadamente dou de caras com o fabuloso La Rock 01 dos vitallic em vinil, juantamente com o crispy bacon do Laurent Garnier. Estava meio escondido e dei com o disco por acaso!
Ahhh alegria de encontros inesperados...

A ouvir também, mas não comprado, Vicious Game de David Caretta, que teve um outro lançamento bastante bom com o The Hacker, "Moscow Reise", cuja remistura dos inevitáveis Blackstrobe é completamente eléctrica!


Segunda-feira, Agosto 02, 2004

 

I like it dirty.

Gosto do site da D-I-R-T-Y, espécie de revista online, com entrevistas mas complementada com um arquivo bastante grande de mixes por vários dj's de renome. Check it out.

Miss kittin rocks!!


 

Idas à "terra"

Há sempre um período de tempo na vida de um português em que se vai "à terra". Esta ida é invariavelmente motivada pela presença de famíliares, sendo que quanto mais afastada é o grau de parentesco, menor é a probabilidade de se lá ir. Mas se se de facto se consumarem estas idas, existem sempre actividades de "terra", irrealizáveis nas cosmopolitas e artificiais cidades, como a vindima ou a apanha da batata ou pura e simplesmente, as grandes almoçaradas familiares numa mesa corrida.




As minhas idas "à terra", confesso, são um pouco mais sedentárias, aprecio obviamente o eventual passeio de tractor e os petiscos envoltos em segredo das avós e tias-avós (leia-se fatias da china a.k.a. fatias de tomar, bucho, maranhos, arroz de polvo ultra-especial e o glorioso bolo de laranja), mas na realidade, estas "idas" têm pouco de útil, excepto ver todos os programas de tv da tarde. Os únicos apontamentos mais electro (que afinal são a razão de ser deste bolg...) são as horas em frente ao mac a aprender a mexer em programas. Este ano o fabuloso GarageBand da Apple. E devo dizer que é surpreendentemente fácil de usar. Está incluído no iLife (não se dêem ao trabalho de o sacar da net, é demasiado grande...) e é fácil fácil fácil de usar. Daqui a uns tempos terei algumas faixas prontas a serem ouvidas. Um verdadeiro kit Electro D.I.Y. para os momentos abafados da "terra".


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